quarta-feira, 14 de julho de 2010

- Eclipse!


Estive longe,
Estive onde sempre quis estar,
E ainda que as folhas caiam ao meu redor
Em mim reside a eterna primavera.
O céu nublado tingido em cores
Tornam as gotas vacilantes
A mais bela aquarela.
Estive completo,
E sem saber procurei no vale da cegueira
A luz que se encontrava o tempo todo ao meu lado
Aqui ou em qualquer outro lugar, tudo é lembrança.
E eu tento não ouvir a voz que me torna um monstro
E me privo do descomunal auto julgamento.
Estive em um sonho,
Desses que você acorda e em vão tenta voltar a dormir
E já desperto em meio à noite, cego e surdo por condição.
A voz falha quando chama por seu nome
E se cala quando nem mesmo o eco se pronuncia
Em minha ruína particular já não recordo onde estive
Aqui onde as mãos se atam em protesto silencioso
Já não mais sinto o sabor do erro
Nessa perda gradativa,
Se estive certo ou errado,
Pouco importa...
Pois quando os meus sentidos falharem
Quando a ultima folha cair
O nosso eclipse irá se desfazer
E a nós discípulos da própria sombra,
Restará a intuição que nos mata, uni e orienta.
O problema de não esquecer
É não conseguir se perdoar...

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