quarta-feira, 14 de julho de 2010

- Achados e Perdidos..


Entre achados e perdidos
Nas lembranças que não tardam
Segue simples esse outono
Onde as folhas se escapam

No infinito que se acaba
Há motivos pra risadas
Uma pausa necessária
Pra seguir a velha estrada

Que se mostra imponente
Como se desafiasse
O caminho mais difícil.
Mesmo em face do desastre.

Nessas vias de mão dupla
Nas estradas que me seguem
Manterei minha conduta
A despeito dos que fervem

Entre achados e perdidos
Entre os mortos e os vivos
Sou herdeiro de um sonho
De um Eu que ainda insisto

Logo a frente uma miragem
Que distrai o sofrimento
Com promessas de um futuro
Que desfazem este silêncio

Que desfazem quase tudo!
E desfeito agora estou...
Como peças de um “lego”
Que a criança não juntou

Entre achados e perdidos
Sigo sempre a me encontrar
Nessa busca que se entende
Aos que ousam me achar.

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