Entre achados e perdidos
Nas lembranças que não tardam
Segue simples esse outono
Onde as folhas se escapam
No infinito que se acaba
Há motivos pra risadas
Uma pausa necessária
Pra seguir a velha estrada
Que se mostra imponente
Como se desafiasse
O caminho mais difícil.
Mesmo em face do desastre.
Nessas vias de mão dupla
Nas estradas que me seguem
Manterei minha conduta
A despeito dos que fervem
Entre achados e perdidos
Entre os mortos e os vivos
Sou herdeiro de um sonho
De um Eu que ainda insisto
Logo a frente uma miragem
Que distrai o sofrimento
Com promessas de um futuro
Que desfazem este silêncio
Que desfazem quase tudo!
E desfeito agora estou...
Como peças de um “lego”
Que a criança não juntou
Entre achados e perdidos
Sigo sempre a me encontrar
Nessa busca que se entende
Aos que ousam me achar.
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